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    Como escolher as melhores ações para investir? Aprenda com o estudo de caso deste artigo!

    junho 1, 2015

junho 1, 2015

Como escolher as melhores ações para investir? Aprenda com o estudo de caso deste artigo!

Quando comecei a investir na bolsa de valores uma das principais dúvidas que tinha era “como saber quais as melhores ações para investir”?

Mais do que isso, queria saber as ações certas para ganhar de forma rápida e fácil, como todo mundo!

Mesmo quem tem alguma experiência acaba por continuar sofrendo com isso, sempre na tentativa de descobrir exatamente qual a melhor hora para comprar ou vender uma ação.

De qualquer maneira, as ações das grandes empresas (as chamadas blue chips) são logo apresentadas como as melhores ações para você investir. Na maioria das vezes são as primeiras a vir à nossa mente!

Afinal, são as chamadas ações de “primeira linha”, com alta liquidez (quantidade negociada) em bolsa, com padrões de governança corporativa, etc.

Sei muito bem como é essa história! Quando estava começando também ouvia coisas do tipo.

Junto a esse papo de blue chips também é bastante comum a idéia de escolher um setor para investir, afinal…

“Os preços dos imóveis estão subindo. Agora é a hora de investir em ações da construção civil!”

Ou ainda…

“O Brasil tem grandes reservas de petróleo! Esse investimento não tem erro!”

São os chavões prontos! Quem nunca escutou (ou já falou) algum deles?

“Um antigo fetiche de nossa nação, continuamos ainda aguardando algumas gotas desse nosso ‘ouro negro’ respingarem em nossos motores rumo à prosperidade!”

A verdade é que estamos acostumados a pensar assim (infelizmente). Eu mesmo já pensei assim. Com “blocos de pensamento” prontos! Afinal, é aquilo que parece mais óbvio para alguém leigo no assunto.

Agora, o fato é que essa forma de pensar…

Está longe de ser o melhor caminho para você ser um investidor bem-sucedido!

Aliás, muito mais que isso: pode trazer os piores resultados possíveis para seus investimentos!

É por isso que estou escrevendo esse artigo. Lendo esse artigo até o final, irei mostrar para você:

  • Porque essa forma de pensar e investir pode ser potencialmente enganosa.
  • Ao invés disso, quais são realmente as melhores ações para investir!
  • Qual o “ingrediente secreto” observado em praticamente todas elas?
  • Como você pode encontrar essas melhores ações para investir.

Você também verá como tudo fica mais simples depois de aprender a forma certa de pensar…

Parece interessante? Então continue lendo!

#1 – Porque Pensar em Setores ou Blue Chips Para Investir Pode Ser Um Erro?

Pensar em investir em termos de um setor ou um grupo de ações pode ser um dos maiores erros que um investidor pode cometer. Por quê?

Basicamente, por dois motivos principais:

    1. Primeiro, porque as perspectivas óbvias de crescimento físico em um negócio não significam lucros óbvios para os investidores.
    2. Segundo, porque um setor com perspectivas aparentemente vantajosas não é garantia de que todas suas empresas irão realmente criar valor aos seus acionistas.

Como menciono no meu Guia Prático: Como Entender a Bolsa de Valores em 10 Simples Passos, é preciso sempre ter em mente que por detrás do sobe e desce das ações existem empresas de verdade (mesmo que você seja um especulador).

Ao comprar uma ação você é um acionista e tem direito aos lucros futuros da companhia. E acredite: é aqui que está todo o ponto central do mercado de ações (e você já vai entender isso mais adiante no texto).

De nada adianta uma companhia crescer se isso não se traduzir em lucro líquido e geração de caixa aos seus acionistas ao final do dia!

O fato é que muitas companhias acabam crescendo às custas de despesas e investimentos altos para suportar esse próprio crescimento.

Quer um exemplo?

Existem diversos que poderia usar, mas um caso emblemático é o setor da construção civil.

“Construção civil: um exemplo nada convencional de como aparentes oportunidades podem se tornar desastrosos prejuízos”

Muitas companhias do setor anunciaram fortes investimentos e até compraram outras empresas para crescer no segmento de moradias populares após o anúncio do Programa Minha Casa Minha Vida em 2009.

Diferente de outros setores, a construção civil dificilmente tem o que chamamos de ganhos de escala: o aumento do volume de lançamentos não implica em redução das despesas fixas (aumentando a sua rentabilidade).

Muito pelo contrário, com exceção da sede administrativa, cada novo projeto implica em custos adicionais: mais canteiros de obras, trabalhadores e dificuldades de monitorar todos eles.

Isso é ainda mais grave com o fato de os fluxos de caixa na construção civil serem defasados: o ciclo de vida de um empreendimento tem uma média de 4 anos desde o lançamento (onde os custos são maiores nos primeiros 2 anos) e cerca de 70% dos recebíveis acontecem só após a entrega das chaves.

Somando-se a isso também o fato das receitas no setor serem reconhecidas conforme a evolução do custo das obras, através do chamado método PoC (Percentage of Completion)…

O resultado foi que o alto crescimento – mesmo que inicialmente favorecendo os resultados das companhias – acabou por fazer com que diversas delas logo começassem a apresentar estouro de custos em suas obras!

É verdade que também faltaram terrenos com infraestrutura adequada e a preços razoáveis para viabilizar um bom retorno desses empreendimentos.

Mas o principal fato é que o alto crescimento acabou comprometendo muito os resultados financeiros dessas companhias.

Agora, tudo isso seria uma história muito chata não fosse uma incrível exceção!

Em meio a todas as grandes construtoras como PDG, Gafisa, MRV, Rossi, Cyrela, só houve uma única empresa que teve um desempenho extremamente positivo.

“Histórico das cotações das ações da construção civil na bolsa de valores: um bom exemplo de histórias e desempenhos distintos”

Veja bem: enquanto todas as empresas tiveram desempenho muito negativo, uma empresa chamada Eztec acumulou ganhos de mais de 750% desde 2009 e, somente nos últimos 5 anos, cerca de 225% a mais que todas as outras!!!

Por que uma diferença tão grande assim? O que faz ações de um mesmo setor ter resultados totalmente diferentes?

Então, vamos entender agora qual o motivo por trás dessas duas realidades opostas.

#2 – Quais São Realmente As Melhores Ações Para Investir?

Vimos que tanto ações de empresas grandes e com crescimento ou setores com perspectivas positivas nem sempre significam garantia de ganhos.

Agora, perceba que inerente a toda essa discussão existe um elemento central de grande importância (seja você um investidor ou especulador). É a rentabilidade das empresas. Por que, exatamente?

Porque isso é o elemento fundamental para a sobrevivência de qualquer negócio: a criação de valor ao seu acionista.

Se uma empresa não tiver capacidade de pegar algo (insumo) e o transformar em outro algo (produto) mais útil, pelo qual alguém queira pagar um preço suficientemente razoável de modo que o empresário também tenha lucro, então essa empresa deveria fechar.

Esse negócio não haveria razão de existir, concorda?

Além disso, veja que essa rentabilidade tem de ser ao menos superior ao quanto esse empresário ganharia em um investimento livre de risco (renda fixa). Esse é o seu custo de oportunidade (de empregar o seu próprio dinheiro no esforço produtivo)!

Se ganhar menos que isso, era melhor que usasse todo o caixa da empresa para aplicar na renda fixa. Caso contrário estaria literalmente queimando dinheiro!

Assim, as empresas trabalham para maximizar seu lucro econômico dado os recursos limitados de que ela tem à disposição. Essa é primeira face do mercado financeiro (lembre-se que ações são uma pequena parte de uma empresa)

Qual é, então, a segunda face dessa moeda?

Ora, é claro que são os acionistas! Esses, por sua vez, trabalham procurando avaliar quais as perspectivas de negócios das companhias. Em outras palavras, eles avaliam quais as expectativas sobre os lucros futuros.

Aqui vem então o ponto importante: a criação de valor é o elemento central da revisão de expectativas!

“Ciclo da criação de valor e revisão das expectativas no mercado financeiro”

Então, é a criação de valor ao acionista a medida que faz o alinhamento entre o mercado financeiro e realidade econômica.

Apesar da volatilidade das cotações é ela que acabará por fazer com que as ações das empresas sigam subindo ou caindo a médio e longo prazo. Quanto maior a criação de valor, mais valiosa deve se tornar a ação!

Por isso que saber identificar quais são as empresas capazes de criar valor aos acionistas é tão importante. São essas as melhores ações para investir!

Se você for capaz de pensar isso, todo o resto se torna mais simples e fácil. Saber o momento certo de comprar ou vender, analisar indicadores fundamentalistas, análise técnica…. tudo isso fica em segundo plano!

É isso que explica porque a Eztec teve um desempenho tão superior às demais empresas da construção civil.

Ela optou por não entrar no Programa do Minha Casa Minha Vida e continuar focada empreendimentos comerciais e residenciais para classe média e alta na região metropolitana de São Paulo. Aquilo que faz com excelência. Assim, continuou criando valor ao seu acionista.

Agora você talvez esteja se perguntando:

“Por que ela é capaz de criar tanto valor aos seus acionistas?”

Ou ainda…

“Como eu vou saber identificar quais são essas ações de boas empresas capazes de criar valor aos seus acionistas”?

É justamente sobre isso que trataremos na próxima parte desse artigo!

#3 – O “Ingrediente Secreto” para Você Encontrar As Melhores Ações para Investir!

Como encontrar ações de empresas capazes de criar valor e, mais ainda, criar valor de forma durável?

Essa é de longe a questão mais relevante. E note que isso é algo muito além de analisar indicadores fundamentalistas (lembre-se que queremos empresas capazes de criar valor futuro, se ela teve bons números no passado não quer dizer que irá repetir no futuro).

Ninguém deu a essa questão uma resposta tão boa quanto Warren Buffett:

A coisa mais importante para mim é descobrir o quão grande é o fosso em torno de um negócio. O que eu amo, com certeza, é um grande castelo e um grande fosso cercado por piranhas e crocodilos.

Embora a idéia possa parece um tanto absurda – afinal o que castelos têm a ver com ações?! – Buffett concebeu melhor que ninguém um novo conceito para escolher as melhores ações para investir.

É o conceito de fosso econômico (economic moat).

O que ele quer dizer com isso é que o segredo para investir é comprar empresas cujos negócios sejam robustos como um castelo, cercados por um fosso, isto é, com vantagens competitivas duráveis que os proteja dos competidores e das circunstâncias adversas da economia!

“Boas empresas são como castelos medievais: capazes de criar valor de forma recorrente e perpetuar sua existência, mesmo nas épocas mais difíceis”

Em outras palavras, o fosso econômico garante uma proteção dos fluxos de caixa de um negócio. Assim, tudo que Buffett quer é comprar essas empresas excelentes, mesmo que a preços razoáveis.

São essas empresas aquelas capazes de criar valor aos seus acionistas e que darão os melhores retornos com menor risco!

Esse conceito surgiu da junção das idéias de Phillip Fisher sobre investir em companhias promissoras, com crescimento e boa gestão (growth investing), junto ao conceito de margem de segurança difundido por Benjamin Graham, pai do investimento em valor (value investing).

Note que existe uma diferença entre vantagem competitiva e fosso econômico: a durabilidade. Enquanto as vantagens apenas garantem ganhos em excesso sobre os concorrentes durante um certo tempo, o fosso permite retornos altos de forma consistente (durável).

É isso que explica porque muitas ações na bolsa, mesmo que consideradas caras, continuam subindo dia após dia (mesmo que caiam por um período).

E também é por isso que outras ações, mesmo que consideradas baratas, continuam caindo dia após dia!

Agora voltando ao exemplo prático da construção civil: um dos principais diferenciais que permite a Eztec ter margens históricas consistentemente superiores à de seus concorrentes é sua capacidade de comprar terrenos estratégicos e a preços baratos.

Como a empresa busca crescer de forma moderada (sem perder sua rentabilidade) e é pouco alavancada (baixa dívida em relação ao seu patrimônio próprio), ela tem uma geração de caixa boa que permite a ela comprar terrenos à vista e a preços baixos.

“Histórico de resultados da Eztec: excelência operacional e geração de valor aos acionistas”

É claro que isso se deve também à qualidade de seus produtos, o que garante uma boa velocidade de venda de seus projetos.

Mas tudo isso só é possível porque a empresa tem uma vantagem produtiva forte: a complexidade de seu processo produtivo é difícil de replicar, isto é, sua gestão desde a prospecção de terrenos, até a concepção do projeto e sua execução.

A administração é feita pela própria família, que tem experiência de gerações no ramo (focados na região metropolitana de São Paulo, onde tem maior conhecimento). A capacidade visionária de estudar cada localidade e demanda do público permite a compra dos terrenos mais estratégicos e a vista. Tudo isso reduz o risco dos empreendimentos e aumenta sua rentabilidade.

É fato que a construção civil está em um momento ruim neste ano que escrevo o artigo. Contudo, a Eztec não deixa por isso de manter seus bons resultados.

Agora uma pergunta para que você fique inteiramente convencido da importância das empresas terem vantagens competitivas que garantam proteção de sua rentabilidade:

Em épocas de crise econômica quais são as melhores ações para investir na bolsa, aquelas que costumam ter melhor desempenho?

Exatamente… Aposto que sua resposta foi: “ações de boas empresas com vantagens competitivas duráveis”!

“Tem no Posto Ipiranga? Parece que tem: só nesse ano de 2015 as ações da Ultrapar já acumulam alta de 40%, embaladas pelo seu negócio resiliente e sinérgico”

Está vendo como você já está pegando o jeito da coisa?

Isso faz toda diferença. Apenas por saber identificar empresas com essas vantagens competitivas duráveis você já estará um passo à frente para ser um investidor realmente bem-sucedido!

Agora, você deve estar ansioso para saber quais são os principais tipos de vantagens competitivas duráveis que um negócio pode ter, certo?

Então esse será o nosso próximo passo. Continue lendo!

# 4 – Como Identificar As Melhores Ações Para Investir? Buscando por Vantagens Competitivas

Existem diferentes tipos de vantagens competitivas que o modelo de negócio das empresas pode ter.

Quero compartilhar com você algumas delas com você aqui nesse artigo. Uma observação: os exemplos que dou junto a cada uma delas são de empresas que vieram à minha cabeça no momento que estava escrevendo (existem muitas outras). A idéia é só ilustrar cada vantagem competitiva (e não dizer que são essas as empresas em que você deve investir).

Muitas companhias costumam muitas vezes ter alguma dessas cinco de forma mais forte ou mais fraca ou, às vezes, mais de uma ao mesmo tempo.

  1. Ativos Intangíveis

São patentes ou licenças regulatórias que podem impedir competidores de replicar produtos ou serviços da companhia ou até mesmo garantir um monopólio (atuação exclusiva em um único nicho de mercado).

Se uma companhia tem uma marca muito forte que a permita ter um maior “poder de preço” perante seus consumidores, também pode ser considerado uma vantagem competitiva.

A varejista Le Lis Blanc tem altas margens porque pode cobrar preços maiores pelas suas roupas, cujas marcas são muito reconhecidas no universo feminino.

Outro exemplo interessante: após a fusão da Raia com a Drogasil, ao invés de unificarem a rede em uma única marca, decidiram deixar as duas marcas continuarem existindo de forma separada. Qual o motivo?

Em algumas praças a marca Raia era tida como preferencial pelos clientes, enquanto em outras a Drogasil. Mantendo em cada praça a marca com a bandeira mais forte, poderiam ter maior tráfego e ainda cobrar preços melhores pelos seus produtos, ampliando seu faturamento geral.

  1. Custos de Troca

Quando o custo de mudar de serviço ou produto por outro substituto no mercado é muito alto, acabam por obrigar os clientes a se fidelizarem.

Um bom exemplo são os ERPs (softwares de gestão empresarial), como os implantados por empresas como Oracle, SAP, Linx e Totvs. Sua implantação envolve integração com os estoques, processos produtivos e, ainda, o próprio treinamento de todos os funcionários da empresa.

  1. Efeito-Rede

Ocorre quando o valor do produto ou serviço aumenta conforme o seu número de clientes/usuários envolvidos aumenta. Por exemplo, esse efeito pode ser observado em programas de fidelidade como a Multiplus ou Smiles, onde quanto mais pessoas participarem dos programas de pontuação, mais lojistas e marcas irão querer entrar para a rede.

O mesmo com cartões de crédito: quanto mais clientes usam uma bandeira, mas os lojistas se verão obrigados a colocá-las em suas lojas. Esse efeito pode ocorrer ainda em redes físicas (antenas telefônicas), redes virtuais (Facebook, Ebay, Amazon) ou sistemas operacionais (Android, iOs).

  1. Economias de Escala

Empresas com economias de escala são aquelas onde o aumento do volume dilui os custos fixos até um certo valor mínimo, proporcionando aquilo que chamamos de alavancagem operacional e ampliando a rentabilidade do negócio.

As economias de escala são muito comuns em setores que tem grandes custos fixos. Assim, um competidor que queira entrar no mercado, sabe que terá de alcançar um certo volume mínimo para que seja tão eficiente quanto o concorrente e possa cobrar preços competitivos.

Para não falar da clássica Ambev, vamos tomar como exemplo a M Dias Branco. Ela é uma empresa cearense de massas e biscoitos. Além de ter uma produção verticalizada (produz grande parte do próprio da própria farinha usada e que permite proteger-se dos preços internacionais do trigo), ela consolidou uma eficiente rede de distribuição no Nordeste do Brasil, tendo uma capilaridade no pequeno varejo difícil de replicar por outros concorrentes. Através de aquisições (como a Adria ou Vitarella) foi se consolidando em outros mercados e ganhando mais escala ainda!

Um desdobramento das economias de escalas é a chamada escala mínima eficiente: em alguns casos, a necessidade de altos investimentos pode impedir de haver outros competidores. Por exemplo, uma ferroviária, uma vez construída sua malha de trilhos, acabará por impedir que um outro competidor venha a construir naquela mesma região uma rota similar.

  1. Vantagens de Custo

Empresas com algum tipo de vantagem de custo podem bater seus competidores cobrando menos por seus produtos sem que suas margens (rentabilidade) fiquem comprometidas.

Empresas de recursos naturais como a Alcoa, por exemplo, que tem acesso às maiores áreas de bauxita do mundo, com contratos de 20 anos. É interessante também notar isso em grandes lojas âncora, como a Renner ou Americanas. Por atraírem grande tráfego e terem muitas lojas em shopping centers, conseguem negociar termos contratuais mais vantajosos.

É bom lembrar vantagens produtivas são sempre menos vantajosas que as vantagens ao consumidor. Embora possam ter vantagens de custos, se não tiverem vantagens que permitam ter estabilidade de demanda ou poder de preço, estarão sujeitas as oscilações da demanda. Por exemplo, a Vale do Rio Doce tem minério de ferro de boa qualidade (custos inferiores), mas por outro lado é muito sujeita à China (maior comprador do mundo).

Conclusão

Minha intenção com esse artigo era mostrar o quão importante é pensar em empresas e não apenas setores.

Ter em mente um pouco do racional de negócios das empresas faz total diferença para ser um investidor inteligente!

Mesmo que você queira apenas especular, saber o que afetam as empresas é essencial. Porque os preços vão oscilar no mercado em função das expectativas acerca do valor companhia.

A médio e longo prazo a criação de valor econômico real deve fazer os preços das ações tenderem para o seu devido valor justo!

É por isso que ações de empresas como as Lojas Americanas se valorizaram incríveis 6.630,76% desde o ano 2000.

É por esse motivo que Warren Buffett diz que o prazo de investimento que busca para as ações que investe é “para sempre”! Afinal, se bons negócios geram valor continuamente, porque vender suas ações?

E você? O que achou desse artigo, mudou sua forma de enxergar o mercado de ações? Alguma dúvida? Então deixe seu comentário aqui abaixo!


>> Quase estava esquecendo… Tenho uma boa notícia!

Se você acha que gostaria de entender melhor cada um dos setores e ações da Bolsa de Valores, de forma bastante simples e prática, muito em breve irei anunciar algo que poderá ajudar você.

Trata-se do meu eBook “O Guia de Ações e Setores da Bolsa de Valores”, um guia que condensa de forma simples e direta um resumo das variáveis-chave e do modelo de negócio de cada ação e setor da Bolsa (são 17 setores e mais de 130 ações)!

Além disso preparei também um eBook Bônus chamado “O Método Warren Buffett Para Escolher Boas Empresas e Investir” onde você irá compreender de forma simples todas as vantagens competitivas e os pontos importantes de analisar em uma empresa e setor, tudo isso através da metodologia de investimento em valor.

Estou muito feliz em trazer esse material para o mercado de ações brasileiro. Até então não existia nada nesse sentido e por isso decidi juntar um pouco do que aprendi durante meus anos de experiência trabalhando em alguns fundos de investimento.

Acredito que com ele irei ajudar muitas pessoas a investir de forma mais consciente e com mais resultados!

Em breve estará no ar! 🙂


Um abraço e deixe seu comentário aqui embaixo sobre o artigo ou sobre o livro, vou ficar feliz em responder!