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Mudança da Braskem, Resultados de IRB Brasil, Smiles e Multiplus

Braskem

Mercado Internacional

As bolsas europeias fecharam a sessão desta quinta-feira sem direção única influenciadas por algumas notícias corporativas e por indicadores do setor de serviços na região, com o PMI composto da Zona do Euro caindo de 56,3 em junho para 55,7 em julho atingindo assim o menor nível em 6 meses e ficando abaixo da previsão de queda para 55,8.

As bolsas dos EUA fecharam o pregão desta quinta-feira sem direção única com o Dow Jones registrando leve valorização de 0,04% aos 22.026 pontos em meio a cautela dos investidores diante da espera dos números do payroll que saem nesta sexta-feira e ainda influenciados por alguns resultados corporativos abaixo do esperado.

As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta sexta-feira sem direção única, com muitos investidores mantendo-se às margens dos negócios antes da divulgação de novos dados do mercado de trabalho norte-americano que saem nesta sexta-feira.

Na Europa, os principais índices acionários da região estavam operando em leve alta nesta sexta-feira com investidores mantendo alguma cautela à espera da divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano.

O petróleo do tipo Brent cai -0,79% na manhã desta sexta-feira com o barril sendo cotado a US$ 51,60 enquanto o minério de ferro negociado no porto de Qingdao registrou alta de 1,63% a US$ 74,15.

Ibovespa

O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira em baixa de -0,53% aos 66.777 pontos, diante de novas preocupações dos investidores de que apesar da vitória do presidente Michel Temer no plenário da Câmara contra denúncia que poderia afastá-lo do cargo, há a expectativa por mais uma nova denúncia contra o presidente feita pelo procurador Rodrigo Janot, o que pode prejudicar ainda mais a agenda de reformas.

Nesta sexta-feira o futuro do Ibovespa, sinaliza que o índice abrirá em alta, acompanhando o comportamento positivo das bolsas européias, a forte alta dos preços do minério de ferro e os dados do mercado de trabalho (Payroll) dos EUA que acabaram de sair e foram mais fortes do que o esperado.

Ações / Notícias:

Braskem (BRKM5) – Segundo o jornal Valor Econômico, a Odebrecht e a Petrobrás, sócias controladoras da petroquímica, trabalham em uma grande operação de mercado para transferir a sede da companhia para os EUA e lançar ações na Bolsa de Valores de Nova York. De acordo com o jornal, os planos prevêem a pulverização do capital da companhia e a rescisão do atual acordo de acionistas. A estrutura agrada principalmente à Petrobrás que concedeu mandato ao banco Santander para aprofundar os estudos nessa direção.

Notícia positiva, pois caso a sede da Braskem vai para os EUA e a companhia lança ações na bolsa do país, o nível de governança se elevaria bastante devido as regras do mercado de ações norte-americano, o que traria mais segurança aos investidores e ao mesmo tempo inibiria possíveis práticas de atos ilícitos como ocorrera há um tempo atrás em que companhia foi pega no âmbito da Operação Lava Jato. Com ramp-up de nova fábrica no México, spread da nafta proporcionando momento operacional saudável onde o 1T17 já mostrou forte evolução nos resultados operacionais da Braskem, e por fim um valuation bastante atrativo temos recomendação de → clique e assine todas nossas análises e recomendações

IRB (IRBR3) – A resseguradora divulgou o resultado do 2T17 registrando lucro líquido de R$ 232 milhões, ficando 15,0% acima daquele registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, o resultado financeiro recuou 20% no período de abril a junho deste ano sobre igual intervalo do ano anteriorpara R# 233 milhões devido a queda dos juros. A sinistralidade do IRB foi a 61,3% no final de junho, uma melhora de 7 pontos percentuais sobre o mesmo mês do ano anterior.

Gostamos do case do IRBR3 conforme nosso relatório de cobertura do IPO da companhia, já que a empresa tem liderança absoluta num setor resiliente a ciclos econômicos e com boas perspectivas de crescimento nos próximos anos. As ações da companhia negociam a P/L projetado para 2017 de 10,82x contra 13,69x da sua concorrente na bolsa a BB Seguridade → clique e assine todas nossas análises e recomendações

Cesp (CESP5) – O preço mínimo de ações da companhia em leilão de privatização será de R$ 16,80 por ação, segundo consta no edital publicado no website da Secretaria de Fazenda de SP. A previsão é que o leilão de venda das ações aconteça no próximo dia 26 de setembro, na B3. Serão ofertadas, em bloco único 116,5 milhões de ações, sendo 87,5 milhões de ações ON e 28,9 milhões de PN classe B atualmente detidas pelo Estado de SP e Cia. Do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Dersa,, Sabesp, DAEE e Companhia Paulista de Parcerias (CPP). A participação representa 40,6% do capital social da companhia elétrica.

O Conselho também recomendou a venda de 16,4 milhões de ações ON a empregados habilitados, o que corresponde a aproximadamente 5% do capital social. A oferta será em 2 lotes, sendo 689.520 ações com deságio de 50% sobre o preço mínimo do leilão, e 15,7 milhões de ações sem deságio sobre o preço mínimo. O novo controlador será obrigado a realizar uma Oferta Pública de Aquisição: de ações com direito a voto de propriedade dos demais acionistas da Cesp, por preço equivalente a, no mínimo, 80% do preço final do leilão, somado ao preço adicional em relação às ações adquiridas no leilão, atualizado, dividido pelo número de ações. De ações preferenciais nominativas classe B dos demais acionistas por preço equivalente a 100% do preço final do leilão somado ao preço adicional em relação às ações adquiridas no leilão, atualizado, dividido pelo número de ações. O novo controlador estará obrigado a pagar na liquidação do leilão quantia adicional de R$ 5,79 milhões ‘’ de modo a compensar as ações da oferta aos empregados com deságio ‘’.

Notícia positiva para os acionistas da Cesp, que devem ter uma valorização nas suas ações tendo em vista o preço mínimo de R$ 16,80 no leilão da privatização que pode ter lances acima desse preço contra preço atual de R$ 16,41 para as ações preferenciais (CESP6). A privatização da Cesp é bastante positiva para a companhia, pois a companhia terá uma gestão mais voltada para os acionistas o que deve potencializar os seus resultados no médio e longo prazo.  clique e assine todas nossas análises e recomendações

Carne Bovina (BRFS3, JBSS3, MRFG3, BEEF3) – Os embarques de carne bovina cresceram 22,9% em julho na comparação com igual período do ano anterior segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). A ABIEC comunicou ainda, que os resultados comparativos com junho também foram positivos, com crescimento de 7% em faturamento e 6,8% em volume. Notícia positiva para as empresas do setor como a Minerva, JBS, BRF e Marfrig.

Temos preferência pela BRF dentro do setor, por ser uma companhia com algumas vantagens competitivas diferenciadas como amplo e diversificado portfólio de marcas com algumas destas sendo top of mind no mercado brasileiro e internacional, além de ser uma das maiores empresas de alimento do mundo. Porém a sua expansão acelerada e a forte valorização dos grãos até o final de 2016 elevaram bastante os seus custos e despesas o que penalizou os seus resultados nos últimos trimestres, tendência essa que deve ser revertida a partir do 3T17. → clique e assine todas nossas análises e recomendações

Smiles (SMLE3) – A empresa divulgou o resultado do 2T17 em que registrou lucro líquido de R$ 146,2 milhões o que significou um crescimento de 18,3% sobre o mesmo período do ano anterior. O Ebitda entre abril e junho deste ano atingiu R$ 172 milhões tendo assim um avanço de 32,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, a margem ebitda avançou 1,8 p.p indo para 38,9%. O crescimento na margem operacional se deve a redução de R$ 3,6 milhões nas despesas com publicidade que estão contabilizadas nas despesas comerciais.

Notícia positiva, pois o resultado da Smiles foi considerado bom, já que a empresa registrou crescimento nas principais rubricas e também na margem operacional. Gostamos do case da Smiles que tem um modelo de negócio que permite necessidade negativa de capital de giro, levando assim a uma alta capacidade de geração de caixa, sem contar que os programas de fidelidade no Brasil ainda tem muito espaço para crescimento se comparado com o mercado internacional. → clique e assine todas nossas análises e recomendações

Multiplus (MPLU3) – A companhia divulgou o resultado do 2T17 em que registrou lucro líquido de R$ 125,9 milhões, o que significou uma queda de 7,7% sobre o mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, a queda é atribuída principalmente a queda da taxa de juros e a menor receita financeira. O lucro operacional entre abril a junho deste ano totalizou R$ 147,9 milhões, um leve avanço de 0,5% em relação a igual período do ano anterior. Já a margem operacional foi de 25,1% tendo assim uma queda de 2 p.p em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Essa queda se deve principalmente ao crescimento de 12,2% no custo de resgate de pontos.

Gostamos do case da Multiplus que tem um modelo de negócio que permite necessidade negativa de capital de giro, o que ajuda  a impulsionar elevadas margens, além de estar num setor que tem bastante espaço para crescimento quando comparado com o mercado internacional. No entanto, a Smiles atualmente está em melhor situação vide as suas margens que são maiores do que a da Multiplus, o que ajuda a justificar o P/L projetado desta para 2018 estar sendo negociado a 13,18x contra 13,84x da Smiles, com a primeira tendo assim um desconto em relação a segunda. → clique e assine todas nossas análises e recomendações

Sulamérica (SULA11) – A companhia de seguros divulgou o resultado do 2T17 em que registrou lucro líquido de R$ 80,6 milhões, uma queda de 36,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tal queda se deve a sinistralidade mais alta do ramo de saúde e odontológico e ainda a influência negativa da queda da taxa de juros no resultado financeiro da seguradora. A sinistralidade no 2T17 ficou 3,3 pontos percentuais pior, saindo de 77,5% no ano passado para 80,8% neste ano. O resultado financeiro registrou queda de 8,5% para R$ 212,6 milhões devido a redução da taxa de remuneração dos ativos segundo a companhia.

Notícia negativa, pois o resultado da Sulamérica apresentou forte queda na lucratividade devido ao aumento da sinistralidade e a redução da taxa selic, que levou a queda na remuneração de seus ativos, na qual vem boa parte do seu resultado. Gostamos do case da Sulamérica que tem uma diversificada fonte de negócios com estes tendo uma penetração baixa na economia o que tende a proporcionar assim um crescimento acima do PIB. As ações da Sulamérica (SULA11) negociam com P/L projetado para 2018 de 8,51x contra média dos últimos anos de 9,57x. → clique e assine todas nossas análises e recomendações

Ser Educacional (SEER3) – A companhia divulgou o resultado do 2T17 em que o lucro líquido atingiu R$ 64,895 milhões um crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda no período totalizou R$ 102,571 milhões um avanço de 12,7% sobre igual período do ano anterior. Porém a margem ebitda atingiu 31,4% a mesma do ano passado. Notícia neutra, pois a Ser Educacional apresentou um crescimento bastante tímido na sua lucratividade, com a margem operacional sendo a mesma na base anual, ou seja não houve ganhos de eficiência.

Gostamos do case da Ser Educacional que atua nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, onde detém um assim posicionamento diferenciado em regiões com alto potencial de crescimento, com a companhia tendo ainda como foco a estratégia de direcionar parte dos seus esforços para o segmento de EAD devido ao potencial deste mercado. → clique e assine todas nossas análises e recomendações

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